A música me leva a um estado de boemia. É
como se eu estivesse em um barco, com uma garrafa de uísque, um rádio à pilha e
um violão. Na água, brilham as luzes de uma cidade desconhecida.
Esse brilho se
confunde com o brilho das estrelas, em uma noite incomum, com um frio
considerável. Não presto muita atenção na cidade.
Apenas quero observar o tempo
passar. Talvez, para mim, a cidade nem seja tão importante quanto a necessidade
de ficar sozinho, quieto, de me desligar do mundo ou estar em conexão com um
mundo simples, minimalista.
