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24 de maio de 2013
[Cabine da Pipoca] Uma adaptação da obra de Nelson Rodrigues proibida e premiada
O filme lançado em 1973, dirigido por Arnaldo Jabor e que gerou uma situação extraordinária em seu lançamento, e com tanto sucesso foi representante oficial do Brasil no "Festival de Berlim", enquanto nesse meio tempo o General Antônio Bandeira, chefe do serviço da censura, achou imoral, ordenando a proibição do longa. Mas foi novamente liberado, após ter conquistado o festival.
"Toda Nudez Será Castigada" é um longa baseado na peça de teatro homônima de Nelson Rodrigues, e conta a história de um homem puro que tinha tido apenas uma única mulher na vida e promete para seu filho que não teria outra, todavia Patrício dependente dele numa crise de desespero de Herculano mostra uma foto de Geni, uma cantora e prostituta.
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8 de maio de 2013
[TOTAL FLEX] A Casa de Bernarda Alba: Um Drama sobre a vida, o amor e a morte
Após o êxito estrondoso no último 21 de março, reestreou na primeira semana de maio o espetáculo de "A Casa de Bernarda Alba", no Teatro do Ator, em São Paulo.
A adaptação da obra de Federico García Lorca, revivendo um drama de 1936, mas com um desenvolvimento diferente dos já apresentados anteriormente, mostrando aspectos dos identificados nas entrelinhas do texto, que só podem ser percebidos por um leitor assíduo e incansável da obra.
14 de setembro de 2012
Cabine da Pipoca
por Estela Marques
Conheço - e você certamente conhece também - pessoas que idolatram uma obra após assistir sua adaptação dos livros para o cinema. Um importante teórico da comunicação chamado Marshall McLuhan disse um dia que a exploração de todos os sentidos atrai mais a atenção humana do que o uso de um ou dois. A ideia deste mocinho explica e me permite compreender a afirmação que fiz no começo desse texto. Nessa tentativa ousada de atrair maior quantidade de pessoas, existe a possibilidade de nem sempre os roteiristas dos filmes conseguirem representar tão bem a obra que adaptaram. Este não foi o caso de O Caçador de Pipas.
Muito embora o filme resuma bastante a obra, dê menos atenção do que deveria a um dos momentos mais emocionantes do romance de Khaled Hosseini - a infância de Amir e Hassan - e falhe no detalhe da ausência de uma interação maior entre as personagens, críticas afirmam que o livro foi fielmente representado no longa de Marc Forster.
Um dos destaques da adaptação, senão o maior, é a semelhança entre a descrição das personagens com os atores da afegã Cabul (cidade da primeira parte do romance) escolhidos para cada papel. Fala-se, inclusive, que durante as filmagens o próprio Khaled desconstruiu a ideia que tinha das personagens ao descrevê-las em seu livro quando observou pessoalmente seus intérpretes. Espetáculo à parte foram as cenas do torneio de pipas, como destaca Luisa Valle em texto para o Globo Online. Também chama atenção o cenário usado nas filmagens, que trouxeram para as telonas dos anos 2000 um oriente médio de acordo com seus conflitos vividos nos anos 1970 e, mais tarde, em 1990.
Apesar de concordar com McLuhan quanto à sua afirmação sobre obras e os sentidos humanos, completo seu raciocínio com um porém. Sim, a exploração de uma grande quantidade de sentidos nos é bastante envolvente, mas romances bem escritos e detalhadamente contados exploram além do sensorial: nossa imaginação. Não há nada mais divertido, gostoso e desafiador do que construirmos cada cena descrita nas linhas bem traçadas de um livro. E O Caçador de Pipas, com certeza, faz isso por nós mil vezes.
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